O Lisbon Prime Index registou, no primeiro mês do segundo trimestre, quase 10 mil m2 de área transaccionada no mercado de escritórios de Lisboa, o que corresponde a um bom registo se considerarmos o facto deste período coincidir com o início de férias em muitas empresas. O índice acumula até final de Julho quase 115 mil m2, na maior parte correspondendo a segundas ocupações de edifícios dentro de Lisboa. Até agora, este segmento do mercado recolhe quase metade da ocupação, estando o remanescente dividido equitativamente pelas primeiras ocupações dentro da capital e por arrendamentos/vendas no eixo Miraflores – Porto Salvo. Este valor acumulado corresponde a 181 transacções realizadas desde Janeiro, o que traduz uma melhoria na negociação relativamente ao mesmo período do ano transacto onde se tinham realizado 162 operações.
Zona Prime da cidade requalifica espaços usados
A falta de espaços novos e a saída de alguns inquilinos surgem como oportunidades para a modernização de edifícios usados, que foram perdendo condições de trabalho, em espaços requalificados, aproveitando as empresas para se instalarem em edifícios completos, nas zonas nobres da cidade, como aconteceu nos edifícios Duque de Loulé, 110, no Duque de Palmela 37 e no República, 76-80. Ao verificar o pipeline existente no mercado, é evidente a carência de novos projectos destinados a escritórios no centro da cidade. Dos 190 mil m2 que se preparam para entrar no mercado nenhum se encontra no eixo da avenida da liberdade até ao Saldanha, havendo apenas 10 mil m2, distribuídos por dois edifícios, no eixo da Avenida da República.
Parque das Nações evidência uma boa performance no semestre
O Parque das Nações, a principal zona de expansão da cidade de Lisboa, conta com cerca de metade da área de escritórios que vão a entrar no mercado a é finais de 2009, incluindo os 65 mil m2 do projecto Office Park Expo que se encontra já em fase de conclusão. Com este bom nível de oferta, esta zona tem demonstrado um bom nível de colocação, registando, desde o início do ano, cerca de 20 mil m2 transaccionados, na maior parte relativos a primeiras ocupações em edifícios de qualidade como o Adamastor, o Central Business Center e o Dom João II. Salienta-se o facto de todos os negócios nesta área superarem os 200 m2, podendo considerar-se que se trata de uma zona alternativa ao eixo Miraflores – Porto Salvo para as empresas que não podendo abdicar da localização privilegiada também procuram valores de arrendamento atractivos.