CPCI defende consenso político nos investimentos estruturantes

Fernanda Cerqueira
, 14-09-2017

O Governo tem em destaque na sua agenda o debate e a definição estratégica do novo ciclo de investimento pós-2020. O setor da construção e do imobiliário considera que este é o momento certo para gerar a consensualização partidária do investimento estruturante nacional. 

A revindicação é antiga e ganha importância no contexto de acesso ao apoio e financiamento comunitários.

Para Manuel Reis Campos, presidente da CPCI, nesta matéria a iniciativa cabe ao Governo, mas «assume um caráter suprapartidário». «É obrigação de todos os partidos participar na definição de uma estratégia que fortaleça a posição nacional junto da restante Europa e, desta forma, permita defender adequadamente os nossos interesses», refere o responsável em comunicado. 

«Todos sabemos que este é um assunto da maior importância, porque o acesso ao financiamento europeu é imprescindível», sublinha o presidente da CPCI acrescentando que «todos os partidos têm o dever de procurar alcançar uma base mínima de entendimento em domínios tão relevantes como a conetividade internacional, a energia, a sustentabilidade e a própria política de cidades, incluindo a reabilitação urbana. Estes são temas que devem estar acima do combate político-partidário», defende.

Manuel Reis Campos recorda o Plano Estratégico dos Transportes e das Infraestruturas (PETI 3+), objeto de um alargado consenso assumido tanto pelo PS como pelo PSD. «Se, em particular, os dois principais partidos, PS e PSD já estão de acordo num conjunto de obras que são essenciais para o País, se ambos têm o mesmo objetivo e reconhecem que Portugal não pode ficar à margem da restante Europa», aponta «então, não há motivo para adiarem entendimentos nestas matérias estruturantes», acrescenta concluindo. 

 

 

 

 

Foto: Mario Cruz / Lusa