construção

Ana Tavares
, 21-07-2017

Cabinda tem novo pólo industrial em 2018

Fica concluída no próximo ano a primeira fase das obras de construção do Pólo Industrial do Fútila, em Cabinda. As obras foram iniciadas em 2013.

Segundo a ministra da Indústria angolana, Bernarda Martins, o pólo deverá começar a receber as primeiras unidades industriais no próximo ano (Outubro), pois as condições mínimas já estão a ser criadas, cita a Macauhub.

A obra foi adjudicada à empresa Benfim. Manuel Nunes Barata, representante da empresa, explicou que esta infra-estrutura resulta de uma parceria entre o governo angolano e a Benfim, nos termos do decreto presidencial que visa a conclusão da obra de construção, incluindo o modelo de gestão e negócio.

Com 2.344 hectares, o novo pólo industrial vai situar-se a 20km de Cabinda, próximo do campo petrolífero do Malongo e do porto de águas profundas em construção no Caio. A primeira fase de construção diz respeito a 102 hectares. 

Ana Tavares
, 21-07-2017

Soares da Costa cede participação em obras à Centro Cerro Angola

A Soares da Costa cedeu a sua participação em duas obras de abastecimento de água em Luanda, adjudicadas pelo Governo angolano por 323,7 milhões de dólares, à Centro Cerro Angola, também de origem portuguesa.

Os despachos governamentais de 12 de Julho aos quais a Lusa teve acesso mostram que esta cedência foi aprovada pelo Governo, apesar de não ter sido dada qualquer explicação para o facto.

Esta obra foi encomendada em Janeiro do ano passado à Soares da Costa, em consórcio com a Degremont e a Mota-Engil, e implica a realização de estudos, projecto executivo e construção da captação, estação de bombagem de água bruta, conduta elevatória, estação de tratamento de água e edifícios e instalações auxiliares do sistema de distribuição de Luanda por 313,8 milhões de dólares.

A segunda encomenda feita à Soares da Costa é a que passa para a Centro Cerro, e corresponde à realização de estudos, projecto executivo e estação de tratamento de águas do sistema IV Bita, por 10,3 milhões de dólares. 

Ana Tavares
, 20-07-2017

CR20 avança com nova marginal de Luanda por $142,4

A empresa chinesa China Railway 20 (CR20) vai avançar com a construção da nova marginal de Luanda, obra orçada em 142,4 milhões de dólares.

A CR20 vai substituir a Odebrecht, envolvida na operação “Lava Jato”, com quem o Governo angolano rescindiu o contrato desta mesma obra. A Lusa teve acesso a esta decisão governamental, e avança que a empreitada diz respeito à 2ª fase da marginal, entre a praia do Bispo e a Corimba.

A obra vai avançar este mês, e insere-se no Plano Diretor Metropolitano de Luanda. O objectivo é descongestionar a estrada da Samba, ponto principal de entrada e saída da capital. Tem um prazo de execução de 18 meses. 

Fernanda Cerqueira
, 19-07-2017

Construção recupera e cresce acima da Zona Euro

O setor da construção nacional dá sinais de recuperação efetiva, com crescimentos consecutivos desde o início do ano e superiores à média da Zona Euro. 

No acumulado do primeiro trimestre, Portugal registou um aumento de produção na construção de 3,4%. De acordo com o Eurostat, citado pelo jornal de Negócios, este aumento representa o oitavo maior crescimento entre os países da Zona Euro.

A mesma publicação assinala que, nos três primeiros meses do ano, a produção da construção aumento 0,6% na Zona Euro e 1,1% na União Europeia, comparativamente ao trimestre anterior.

 

 

 

Susana Correia
, 18-07-2017

CONCRETA está de volta à Exponor em novembro e vira-se para a arquitetura

De 23 a 26 a 26 de novembro, a CONCRETA – Feira de Construção, Reabilitação, Arquitetura e Design está de volta à Exponor, em Matosinhos, e «quer afirmar-se como o maior evento de arquitetura do ano», revela a organização.

Com isto em vista, uma das novidades desta edição são as Praças Concreta, um evento comissariado pelo arquiteto Diogo Aguiar e que irão agrupar empresas «que marcam a diferença no setor da construção, apresentando novas formas de trabalhar e integrando nos seus produtos o potencial das indústrias criativas».

Tendo como parceiro principal a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte (OASRN), a «praça» principal dedicada à arquitetura irá reunir uma pool de vinte gabinetes, que ali contarão com um palco para expor o seu trabalho. Além disso, este espaço será também servido por um auditório para conferências.

Com o objetivo de oferecer uma visão ampla sobre o mercado da arquitetura e do design em Portugal, haverão ainda outras praças, nomeadamente: a Praça do Prémio Concreta / CIN – dedicada ao trabalho dos jovens arquitetos que aportam ao setor novas ideias e propostas inovadoras -, a praça da Ilustração de Arquitetura (com o trabalho do arquiteto e ilustrador Arndé Chiote em destaque) e a Praça Tapeçarias (com trabalhos têxteis de Ana Aragão), além da Praça da Fotografia de Arquitetura  (com trabalhos do fotografo Francisco Nogueira) e a Praça do Vídeo de Arquitetura (sob a batuta da Building Pictures), além da Praça do Portal da Construção Sustentável.

Outra das novas iniciativas destacadas pela organização é a «Architects on Business», que «tem como objetivo divulgar o trabalho dos arquitetos a nível nacional e aproximar a arquitetura ao público em geral».

Nesta edição mais focada no «lado criativo» do setor da construção e do imobiliário, o design também vai marcar presença com um espaço próprio, dinamizado em parceria com a Associação Portuguesa de Designers, e onde serão apresentados trabalhos de designers nacionais bem como de um polo de jovens profissionais.

A Concreta contará também com a presença da Ordem dos Engenheiros, com membros de todos os colégios, «num intercâmbio que se espera frutuoso».

Susana Correia
, 17-07-2017

Licenciamento de edifícios regressa ao crescimento

Em 2016, foram licenciados 16.738 edifícios em Portugal: mais 10,9% que em 2015. Um número que marca a inversão da tendência de decréscimo dos últimos anos, e que confirma o regresso da aposta na promoção imobiliária.

Os dados foram avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), e dão conta que os projetos de construção nova continuaram a ser predominantes em 2016, representando 64,3% do total de edifícios licenciados. Este valor traduz um ligeiro aumento face a 2015, quando este tipo de obra representava 63,8 % do total. Já as obras para reabilitação pesaram 27,6% dos projetos licenciados em 2016, perdendo terreno face aos 28,4% do ano anterior. Enquanto isso, as obras de demolição pesaram 8,1% das obras licenciadas em 2016, subindo face aos 7,8% de 2015.

No mesmo período, foram licenciados em Portugal 17.944 fogos, num crescimento de 37,4% face ao ano anterior – quando este indicador já registara um crescimento anual de 12,4%.

O INE revela ainda que foram concluídos 10.661 edifícios em 2016, sendo este outro dos indicadores que regressa ao crescimento: 3,2% em relação a 2015 (quando registou um decréscimo de -13,8%). Já o número de fogos concluídos foi 9.800, mais 9,4% que em 2015 (-17,2% face a 2015).

 

Venda de casas rendeu 14.800 milhões em 2016

Contas feitas, em 2016 a venda de casas em Portugal rendeu 14.800 milhões de euros, mais 18,7% do que em 2015. Recorde-se que já no ano anterior, o valor gerado pela venda de habitação tinha crescido 30,8%.

A venda de casas usadas foi a que mais contribuiu para este resultado:  11.400 milhões de euros, tendo aumentado 27,6% em relação ao ano anterior, sucedendo a um crescimento de 43,1% em 2015. Já os alojamentos novos contribuíram com 3.400 milhões de euros em venda, tendo diminuído 3,9% face a 2015, invertendo a tendência de crescimento (7,2%) desse ano.

Os preços das casas subiram em média 7,1%, sendo este o terceiro ano consecutivo em que se observou um acréscimo do Índice de Preços da Habitação. Este agravamento dos preços foi mais intenso no caso das casas usadas (8,7%) do que nas casas novas (3,3%).

Fernanda Cerqueira
, 10-07-2017

Construção continua a crescer, mas mais lentamente

O índice de produção na construção registou uma taxa de variação homóloga de 0,8% em maio de 2017, desacelerando face ao aumento de 1,3% verificado em abril.

Os números são do Instituto Nacional de Estatística (INE) que após a «ligeira desaceleração» apontada, no início do mês, no Índice de Custos de Construção de Habitação Nova assinala, na publicação de 10 de julho, que também o Índice de Produção na Construção «desacelerou» no mês de maio.

Não obstante o abrandamento registado, face ao mês de abril, o índice de produção na construção cresceu 0,8% em maio comparativamente ao mesmo período do ano passado. Maio foi o quinto mês de crescimento consecutivo neste setor. 

 

 

 

 

 

 

Ana Tavares
, 07-07-2017

Porto do Caio operacional em 2020

O Porto do Caio, em Cabinda, o primeiro porto de águas profundas de Angola, deverá ficar operacional em 2020.

A informação foi dada pelo presidente da Caio Porto, empresa gestora do projecto, Jack Helton, segundo o qual os trabalhos de construção se encontram na sua primeira fase, que consiste na drenagem da zona costeira em causa. No final desta fase, já existirá um terminal com 630m de comprimento, ligado à costa através de uma ponte com 2km de extensão.

Segundo a Macauhub, o novo porto terá um ancoradouro com 1.130m de comprimento com capacidade para 4 navios em simultâneo, 16m de profundidade e 4 pórticos com capacidade para movimentar cerca de 60 contentores por hora.

Vai ocupar uma área superior a 2.500 hectares, com instalações aduaneiras, oficinas com serviços de apoio ao porto e reparação de navios, armazéns e estabelecimentos comerciais.

O Porto do Caio conta com um financiamento de 180 milhões de dólares do Fundo Soberano de Angola e outro de 600 milhões de dólares do Banco de Exportações e Importações da China. As obras estão a cargo da China Road and Bridge Corporation. 

Ana Tavares
, 30-06-2017

Lubango renasce em 3 anos com investimento de $212,6M

A cidade do Lubango vai sofrer obras de reabilitação das suas infra-estruturas integradas. Daqui a 3 anos, vai surgir renovada depois de um investimento de 212,6 milhões de dólares.

Esta obra foi consignada a 20 de Junho pelo Governo angolano ao consórcio formado pela Omatapalo, construtora de origem portuguesa fundada na Huíla, e à empreiteira local Imosul, que vão levar a cabo a empreitada ao longo de 100km de infra-estruturas integradas e estradas, explica o Construir.

A Omatapalo explica que as obras terão uma duração de 36 meses, envolvendo a pavimentação das ruas do casco central da cidade, a colocação de sistemas de drenagem de águas pluviais, de saneamento e iluminação pública, entre outras. Incluem-se também a reabilitação de jardins, equipamentos sociais e de 17km de rede de abastecimento de água potável à nova centralidade da Quilemba e a construção de uma ETAR.

A consignação destas obras decorreu no palácio do governo provincial e contou com a presença da ministra do Urbanismo e Habitação, Branca Espírito Santo, do ministro das Finanças, Archer Mangueira, e do governador logal, Marcelino Tyipinge. 

Esta obra será financiada na íntegra pelo Banco de Fomento de Angola. 

Ana Tavares
, 20-06-2017

Cresce o número de edifícios licenciados e concluídos

No 1º trimestre deste ano, o número de edifícios licenciados em Portugal aumentou 28,1% face a igual período do ano passado, num total de 4.900 edifícios. O aumento foi de 11,9% face ao trimestre anterior.

De acordo com os mais recentes números do INE, do total de edifícios licenciados 67,8% dizem respeito a construções novas e, destas, 67% destinam-se a habitação familiar. Por um lado, os licenciamentos para obra nova cresceram 35,5% em termos homólogos. Por outro, as obras de reabilitação cresceram 17,3%.

Todas as regiões registaram resultados positivos, mas a Área Metropolitana de Lisboa liderou com um aumento de 68,8% no número de licenciamentos.

Por outro lado, os edifícios concluídos cresceram 15,9% em termos homólogos, depois de terem registado um aumento de 1,6% no trimestre anterior, num total de cerca de 2.900 edifícios, 69,2% dos quais construção nova. Todas as regiões registaram aumentos neste indicador, com destaque para a subida homóloga de 65,7% da AML. O número de novas obras concluídas subiu 67,7% na AML, enquanto que o número de obras de reabilitação subiu 60,4%.

70,9% dos edifícios concluídos no 1º trimestre localizavam-se nas regiões Norte e Centro.