O mercado de escritórios de Lisboa fechou 2025 com cerca de 200.000 m² de área transacionada, segundo os dados preliminares do relatório mensal Office Flashpoint da JLL. O volume representa uma quebra de 10% face a 2024, ano que ficou marcado por níveis de atividade historicamente elevados. Ainda assim, num contexto mais exigente, os resultados confirmam a capacidade de resistência do setor e a manutenção de uma trajetória positiva.
As operações de maior dimensão voltaram a evidenciar a preferência das empresas por edifícios novos, eficientes e com conceitos de trabalho mais flexíveis e inovadores, reforçando o posicionamento de Lisboa como um polo empresarial atrativo.
A JLL contribuiu significativamente para a dinâmica do mercado, ao gerar cerca de 1/3 da absorção total do mercado. No total, a JLL foi responsável pela colocação de 56.000 m² de escritórios, dos quais 29.000 m² resultaram de necessidades de expansão ou de novas entradas no mercado.
Com uma quota de 43% das operações de absorção intermediadas por agentes, a JLL consolida a sua posição no segmento de office leasing, num ano marcado por ajustamentos, mas também por sinais claros de confiança e continuidade no mercado de escritórios de Lisboa.
Sofia Tavares, Head of Leasing Advisory da JLL, afirma que “este desempenho reflete o talento, a dedicação, a resiliência e o espírito de equipa que definem a área de Office Leasing da JLL. Num mercado mais exigente e seletivo, conseguimos antecipar tendências, estar próximos dos clientes e transformar desafios em oportunidades. Gerar cerca de um terço da absorção do mercado de escritórios de Lisboa em 2025 é motivo de grande orgulho e confirma a força da nossa abordagem colaborativa e orientada para pessoas”.
O reconhecimento do mercado é evidente na carteira de mandatos de comercialização de escritórios confiados à JLL, bem como na base de contactos com empresas que manifestaram necessidades potenciais de ocupação de 190.000 metros quadrados , abrindo perspetivas promissoras para o impacto da consultora na atividade de escritórios de Lisboa.
Bernardo Vasconcelos, Head of Office Leasing da JLL, comenta que “o setor de escritórios de Lisboa continua a registar elevada procura, como se evidencia nos contactos que temos vindo a desenvolver. A JLL tem identificados cerca de 190.000 m2 de procura latente, mas mantém-se um dos desafios centrais: adequar a oferta às exigências desta procura, especialmente soluções com disponibilidade imediata ou a curto-prazo”.
Quanto a 2026, a JLL olha para o mercado com otimismo: “embora 2025 tenha registado uma queda de 10%, esta comparação é face a um 2024 excecional, e a desaceleração foi atenuando ao longo do ano. Esperamos um 2026 mais dinâmico, beneficiando do crescimento económico, da baixa taxa de desemprego, do aumento do consumo privado e da crescente aposta dos investidores em promover ativos alinhados com as novas exigências deste mercado. Estes fatores reforçam a confiança das empresas a operar em Portugal, gerando também boas expectativas para entidades que pretendem entrar no nosso mercado em 2026-2027”.
Relativamente ao desempenho do mercado de escritórios de Lisboa em 2025, o Office Flashpoint da JLL revela que os 200.000 m² transacionados traduzem a realização de 163 operações, das quais 43 envolveram áreas superiores a 1.000 m². A área média por transação ascendeu, assim, a 1.240 m², alinhado com o padrão transacional de 2024.
O CBD de Lisboa foi a zona mais ativa, com 47% do take-up anual, evidenciando-se também o Parque das Nações, com 19% do volume ocupado. Em termos de procura, destacaram-se três setores de atividade: as empresas de Serviços Financeiros, com uma quota de 23% da absorção anual; os operadores de Serviços a Empresas, com uma quota de 23%; e as TMT’s e Utilities, com uma quota de 18%.