Em novembro passado, o setor do alojamento turístico em Portugal registou 2,2 milhões de hóspedes (+0,8%) e 5,1 milhões de dormidas (+1%), que geraram 393,5 milhões de euros de proveitos totais e 289,3 milhões de euros em proveitos de aposento, subidas de 2,1% e 1,6%, respetivamente.
Segundo os últimos números do INE, nesse mês, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se nos 47,1 euros, menos 2,2% que no período homólogo, e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu os 97,8 euros, menos 0,1%. É a segunda descida homóloga que estes indicadores registam em 2025, depois das reduções observadas em março, influenciadas pelo efeito de calendário da Páscoa. O RevPAR mais alto foi registado na Grande Lisboa, atingindo os 86,9 euros, e na Madeira, com 78,1 euros, que registou também o maior crescimento, de 10,4%. Já a Grande Lisboa desceu -8,8%.
Ainda assim, os proveitos totais atingiram 393,5 milhões de euros e os de aposento 289,3 milhões de euros em novembro, refletindo crescimentos de 2,1% e 1,6%, respetivamente. Os proveitos acumulados no ano até novembro (6,8 mil milhões de euros de proveitos totais e 5,2 mil milhões de euros de proveitos de aposento) já ultrapassaram os valores anuais registados em 2024 (6,7 mil milhões de euros e 5,1 mil milhões de euros, pela mesma ordem).
A Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos de novembro (36,9% dos proveitos totais e 39,4% dos proveitos de aposento), seguida do Norte (16,8% e 17,0%, respetivamente) e da RA Madeira (15,4% e 14,6%, pela mesma ordem).
Em novembro, a subida das dormidas justificou-se com as boas performances dos hóspedes residentes, que aumentaram 1,4% para 1,7 milhões de dormidas, mas também dos não residentes, com uma subida de 0,8%, num total de 3,4 milhões de dormidas.
O Canadá destacou-se entre os dez principais mercados emissores (responsáveis por 70% do total de dormidas de não residentes) com o maior aumento do número de dormidas, de 14,8%. Pelo contrário, a maior descida foi protagonizada pela França, de -10,5%.
O mercado alemão foi o segundo principal mercado emissor em novembro, responsável por 13% do total, e continuou a aumentar o número de dormidas em 4,5%. Seguiu-se o mercado norte-americano, com uma quota de 10,2% e um aumento homólogo de 3,7%.
No mês de novembro, o Algarve destacou-se pelo aumento do número de dormidas, de 4,5% em termos globais, e de 22,1% no caso dos residentes. Também o Alentejo registou uma subida das dormidas de 4,9%, neste caso com destaque para o aumento de 16,2% das dormidas de não residentes. Em sentido contrário, os Açores e o Centro registaram as maiores descidas, de 5,1% e 4,6%, respetivamente.
A estada média aumentou ligeiramente no mês de novembro, 0,2%, para 2,32 noites. A estada média dos residentes aumentou para 1,74 noites (+0,4%) e a dos não residentes para 2,77 noites (+0,1%). Os valores mais elevados deste indicador continuaram a observar-se na Madeira (4,68 noites) e no Algarve (3,49 noites). Nas duas regiões e também nos Açores a estada média manteve-se acima da média nacional. Pelo contrário, as mais curtas são as do Centro (1,62 noites) e do Oeste e Vale do Tejo (1,66 noites).