Investimento logístico e industrial chega aos 181 milhões

Investimento logístico e industrial chega aos 181 milhões
Quinta da Marquesa, Palmela

De acordo com a JLL, o investimento em imobiliário logístico e industrial atingiu cerca de 181 milhões de euros em Portugal no primeiro semestre de 2026, o que representa um crescimento de 35% face ao período homólogo.

Augusto Lobo, head of Capital Markets da JLL Portugal, afirmou: “O crescimento do investimento demonstra que o mercado imobiliário logístico e industrial português continua a despertar o interesse dos investidores. Esta confiança é acompanhada por uma procura sólida por parte dos ocupantes, sobretudo por ativos modernos, eficientes e bem localizados. Esta dinâmica reforça as perspetivas positivas para o setor e demonstra a sua capacidade para continuar a atrair capital e acompanhar as novas necessidades das empresas”.

A atividade de ocupação atingiu, na primeira metade do ano, cerca de 200.000 m² em 30 operações, de acordo com o relatório “Portugal Industrial Market Dynamics Q2 2026”.

Tomás Bonifácio, Head of Industrial & Logistics Leasing, afirmou também: “A atividade de ocupação manteve-se sólida na primeira metade do ano e acelerou de forma clara no segundo trimestre, refletindo a resiliência da procura por espaços logísticos e industriais de qualidade. Ao mesmo tempo, o mercado está a tornar-se mais exigente: os ocupantes privilegiam cada vez mais ativos modernos, eficientes e sustentáveis”.

Atualmente estão em construção 645.000 m², e 359.000 m² correspondem a projetos que avançam sem ocupação previamente contratada. O estudo aponta também que os novos projetos estão cada vez mais orientados para critérios de sustentabilidade e eficiência energética.

A renda prime situa-se atualmente nos 7,00 euros/m²/mês, com aumentos registados em diferentes zonas do país. Na CREL Norte, subiu de 4,00 para 4,50 euros/m²/mês, enquanto no eixo Leixões-Aeroporto, no Porto, atingiu os 6,00 euros/m²/mês. Para a segunda metade do ano, a JLL antecipa a continuação da subida das rendas prime, suportada pela resiliência da procura e pela estabilização do pipeline.