Van Lanschot Kempen compra terreno de 400 hectares no Alentejo

Van Lanschot Kempen compra terreno de 400 hectares no Alentejo
Fotografia cedida pela CBRE

A Van Lanschot Kempen, investidor institucional internacional especializado em estratégias de capital natural e ativos reais, concluiu a compra da sociedade proprietária de um ativo agrícola único de 400 hectares em Faro do Alentejo, em Beja.

Esta propriedade de olival de regadio (para azeite) situa-se junto ao Alqueva e dentro do respetivo perímetro de regadio, uma localização estratégica com disponibilidade de água que torna o ativo particularmente atrativo para estratégias institucionais, focadas na preservação de capital, estabilidade de rendimentos e sustentabilidade a longo prazo.

Este negócio foi estruturado através da venda da sociedade detentora do ativo, permitindo uma execução eficiente e alinhada com os objetivos estratégicos do comprador. A CBRE acompanhou este negócio como assessora principal na venda, responsável pela condução do processo e pela coordenação de uma equipa multidisciplinar, composta por profissionais de diferentes áreas de especialização e geografias, apoiada na sua plataforma ibérica e na sua especialização em agribusiness.

Richard Jacobs, Head of Farmland Investments da Van Lanschot Kempen Investment Management, destaca em comunicado que “esta operação reforça a nossa plataforma Rio de Azeite e permite-nos aplicar práticas agrícolas regenerativas e ambientalmente responsáveis, de acordo com um modelo de investimento que privilegia a sustentabilidade, o impacto ambiental e a resiliência produtiva”.

Manuel Valadas Albuquerque, Head of Agribusiness para o Sul da Europa na CBRE, acrescenta que “esta operação evidencia a maturidade que o agribusiness ibérico está a alcançar enquanto destino de capital institucional. A combinação de ativos agrícolas de elevada qualidade, infraestruturas de regadio consolidadas, como o Alqueva, e uma clara orientação para a sustentabilidade posiciona a Península Ibérica na linha da frente a nível internacional para investidores especializados em capital natural e, também, cada vez mais para investidores generalistas”.

Cresce o interesse no agribusiness na Península Ibérica

De acordo com a CBRE, o setor de agribusiness na Península Ibérica atraiu 1.200 milhões de euros de investimento institucional, mais 50% que no ano anterior O mercado foi liderado por transações de compra e venda de terrenos (cerca de 600 milhões de euros), enquanto estruturas de dívida e refinanciamento atingiram os 300 milhões de euros e as operações de M&A totalizaram outros 300 milhões de euros.

Trata-se de uma estabilização do mercado “em níveis sólidos”. Depois os 1.200 milhões de euros investidos em 2022, foi atingido um pico excecional de 2.200 milhões de euros em 2023. A consultora antecipa agora maiores níveis de visibilidade em 2026, e uma atividade mais sustentada, depois de uma fase de moderação em 2024 e da recuperação de 2025.

“Nos últimos anos, o setor agrícola tornou-se progressivamente mais profissionalizado, facilitando a entrada de investidores institucionais”. A par disso, “o crescente interesse por parte da comunidade de investidores assenta tanto nos retornos atrativos que o setor oferece, como na possibilidade de desenvolvimento de portefólios diversificados, reduzindo a volatilidade e melhorando o rácio risco/retorno dos investimentos”.