Engineers Hub nasce para impulsionar a inovação em Lisboa

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Fotografia: VI

Com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, o objetivo do novo espaço, com 10 startups inscritas, é agregaR o talento no setor da engenharia, através da experiência dos profissionais da Ordem dos Engenheiros, e onde as startups  têm acesso ao ecossistema da Unicorn Factory Lisboa, com os seus programas de aceleração, de forma a potenciar o crescimento das suas soluções. O espaço oferece também mentoria, networking e oportunidades de contacto direto com empreendedores, investidores e empresas, como os parceiros estratégicos, CIMPOR e Quadrante. 

A sessão de inauguração contou com intervenções institucionais e momentos de networking. Estiveram presentes o Eng. António Carlos de Sousa, presidente da Ordem dos Engenheiros – Região Sul, o Eng. Fernando de Almeida Santos, presidente da Associação dos Engenheiros Portugueses, Gil Azevedo, diretor executivo da Unicorn Factory Lisboa, e Catarina Andrez, gerente do Engineers Hub, responsável pela apresentação do projeto.

O momento oficial de lançamento foi assinalado pela intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que destacou a inovação como pilar estratégico da cidade.

Um hub para reter talento e criar inovação

Na sua intervenção, António Carlos de Sousa recordou que o projeto nasceu com “uma ambição simples: criar um espaço capaz de apoiar e reter talento qualificado na área da engenharia, alinhado com as expectativas de uma nova geração de engenheiros”.

Segundo o responsável, rapidamente se percebeu que um espaço de coworking tradicional não seria suficiente. “Precisávamos de ir mais longe — criar um hub de inovação com identidade própria e foco claro na engenharia.”

O Engineers Hub foi concebido com base em três dimensões fundamentais: universidades (como a Universidade do Algarve, o Instituto Superior Técnico ou a Universidade NOVA), start-ups e empresas. O objetivo é fortalecer a ligação entre estes três pilares e criar um ecossistema colaborativo.

“A Ordem dos Engenheiros quer estar na linha da frente da inovação, apoiar o talento crescente produzido nas universidades e criar as condições certas para que os engenheiros possam desenvolver ideias, testar soluções, colaborar e construir projetos sustentáveis”, afirmou. O hub assume-se também como uma associação aberta à sociedade civil e à economia, promovendo novas formas de trabalho, experimentação e partilha de conhecimento.

“Fazem falta engenheiros — e vamos formar mais”

O bastonário da Ordem dos Engenheiros sublinhou que “são estas iniciativas regionais que, somadas às iniciativas nacionais, dão dimensão externa à Ordem”. Num contexto em que “o recurso humano chamado engenheiro é escasso”, considerou que todas as ações que promovam a retenção de talento e a criação de inovação e riqueza para Portugal são bem-vindas.

“Fazem falta engenheiros — e vamos formar mais”, afirmou, defendendo também a importância de apoiar os decisores políticos com maior sustentabilidade técnica nas suas decisões.

Transformar conhecimento técnico em negócio

Gil Azevedo, diretor executivo da Unicorn Factory Lisboa, destacou que é “essencial haver um espaço que promova, por um lado, a mentoria que a Ordem dos Engenheiros pode oferecer e, por outro, a mentoria que a Unicorn Factory pode dar aos projetos de engenheiros que, muitas vezes, têm elevado conhecimento técnico mas enfrentam dificuldades em transformar ideias em negócio.”

Segundo o responsável, esta visão já teve impacto na cidade, traduzindo-se na criação de inúmeros postos de trabalho e na retenção de jovens talentos que optaram por permanecer em Portugal graças a projetos tecnológicos desenvolvidos.

Uma ponte entre start-ups e empresas

Na apresentação do projeto, Catarina Andrez explicou que o Engineers Hub pretende ser “uma ponte de ligação entre todos os intervenientes”. O espaço está orientado para start-ups, projetos emergentes e também para o setor corporate, oferecendo suporte a diferentes tipologias de iniciativas na área da engenharia e inovação.

O programa incluiu ainda a mesa-redonda “Conheça os Parceiros”, moderada por Rita Moura, com a participação de Rui Mendes Bolas (Diretor Comercial de Cimento da Cimpor), Nuno Costa (CEO da Quadrante) e Paulo Ferrão (Presidente do IN+ e membro da EU Climate Neutral Cities).

A sessão encerrou com uma conversa entre Inês Pinho, líder de Operações do Hub, e João Carreira, CEO da Critical Software.

Lisboa como cidade de inovação

Na sua intervenção, Carlos Moedas reforçou que Lisboa tem na inovação a sua visão estratégica para o futuro. “A importância da inovação hoje está diretamente ligada à criação de emprego”, afirmou, acrescentando que o Engineers Hub poderá ajudar a “transformar a linguagem da engenharia na linguagem do dia a dia”.

“Precisamos de uma cidade que crie mais e melhores empregos para pagar melhor à juventude. Lisboa tem uma visão — a visão da inovação, que é a visão do futuro”, concluiu.