KW posiciona Portugal entre os seus principais mercados a nível global

KW posiciona Portugal entre os seus principais mercados a nível global
(ESQ. PARA DTA.) Nuno Ascensão, Fundador da KW Portugal; e Bill Soteroff, Presidente da KWW.

Essa é a pergunta número um de toda a gente e em todo o mundo”, reconhece o Presidente da KWW, quando questionado sobre os desafios no acesso à habitação. Segundo o responsável trata-se de um problema global e que se tem vindo a agravar nas últimas décadas. “Em inglês dizemos ‘property ladder’. Como subimos esta ‘escada’ para termos uma vida melhor? Entre 1945 e 1965 a habitação estava disponível para as pessoas e era uma boa oportunidade para ter educação, trabalho, emprego e começar uma família. O problema da sociedade atual não começou agora. Começou há 10, 15, 20 anos quando a regulamentação e os custos se tornaram demasiado elevados e a nova construção abrandou”, explica. O resultado é “uma geração inteira, nos últimos 10 anos, com dificuldade em aceder à sua primeira casa”, um problema que considera ser, acima de tudo, “económico e governamental”.

Cultura local e crescimento internacional sustentam estratégia da KW

Sobre a estratégia de crescimento e de posicionamento da KW, Bill Soteroff fala em capacitação. Com uma forte aposta em programas de formação e educação, a rede procura ajudar clientes e consultores a navegar um processo cada vez mais complexo. “É a educação que permitirá às pessoas ter melhor acesso à habitação, seja para arrendamento, primeira casa ou investimento”, sublinha. Outro dos pilares diferenciadores da KW, segundo Bill Soteroff, é a forte ligação às comunidades locais. Iniciativas como o programa ‘KW Cares’ ou o ‘RED Day’ refletem essa aposta. “Queremos ser locais e ajudar as pessoas localmente, não apenas a comprar ou vender casas, mas a viver melhor nas suas comunidades”, afirma.

Questionado sobre a dinâmica da atividade da KW em Portugal, Bill Soteroff destaca os resultados positivos. “Numa escala de um a dez, Portugal é um onze”, afirma o responsável. Atualmente, a rede está presente em 67 países e conta com cerca de 20 mil agentes fora dos Estados Unidos e Canadá, mantendo a ambição de continuar a expandir para novos mercados.

Mercado português cresce, mas enfrenta desafios estruturais

A acompanhar muito de perto a atividade da KW em território nacional, Nuno Ascensão, Fundador da KW Portugal, traça um retrato de continuidade no crescimento, apesar de um contexto global incerto. “São os melhores anos do mercado imobiliário de sempre e seguidos” afirma, sublinhando que o setor continua a crescer face ao período homólogo, mesmo num ambiente marcado por instabilidade geopolítica e ameaças inflacionistas.

Ainda assim, alerta para um desequilíbrio estrutural: “Há um choque entre querermos ser um país europeu e termos rendimentos que não são de país europeu”. Para o responsável, este desfasamento está no centro das dificuldades no acesso à habitação, num mercado onde a valorização dos ativos tem sido impulsionada por investimento privado, em grande parte internacional.

Nuno Ascensão destaca também uma profunda transformação das principais cidades portuguesas. “Lisboa e Porto são hoje cidades irreconhecíveis face ao que eram há 15 anos”, refere, atribuindo essa evolução ao investimento privado e internacional.

Para Nuno Ascensão um dos fatores críticos para melhorar o acesso à habitação em Portugal é a mobilidade. “A distância é hoje o maior fator de inclusividade das cidades” afirma, defendendo que, ao contrário de outras capitais europeias, viver fora dos grandes centros urbanos e trabalhar nas cidades continua a ser difícil em Portugal devido a limitações nos transportes.

Tecnologia e formação impulsionam novo ciclo da KW Portugal

Depois de um ano considerado “extraordinário”, marcado pelo crescimento do número de consultores e do volume de negócios, a KW Portugal entra em 2026 com um forte dinamismo. Entre as prioridades destacadas por Nuno Ascensão está o reforço das competências dos consultores, com foco em ferramentas digitais, redes sociais e inteligência artificial.

A automação de processos surge igualmente como eixo estratégico, com o objetivo de aumentar a eficiência e melhorar o serviço ao cliente. “Queremos dar aos nossos consultores os instrumentos e ferramentas para serem relevantes no mercado e servir melhor os seus clientes”, explica.