O financiamento para a descarbonização em Portugal está focado na transição energética e na neutralidade carbónica. Promove a eficiência energética, energias renováveis, economia circular e mobilidade sustentável com forte apoio do PPR, Portugal 2030 e Fundos Europeus, com apoios que podem atingir até os 100% para empresas.
A valorização da construção mais sustentável passa também por acelerar a transformação industrial e o financiamento verde surge como uma ferramenta vital e estratégica neste processo.
A extração e o processo industrial das matérias-primas, bem como a logística e desperdícios associados, representam uma parte significativa das emissões de carbono globais e da pegada ambiental produzida pela construção.
No nosso setor - da pedra natural e derivados - existe um grande consumo de energia elétrica, de abrasivos e de água em todas as fases do processo: extração, produção, corte e acabamento do produto aplicado. Também a logística tem um forte impacto ambiental, no contexto nacional, mas especialmente na importação de matérias primas.
Enquanto a tendência comercial global está virada para mais importação e menos produção local, existe uma crescente valorização da economia circular com o reaproveitamento de resíduos e desenvolvimento de produtos na indústria de baixo carbono. As instituições financeiras e investidores valorizam cada vez mais a transparência da cadeia de produção, que garante credibilidade ao processo e à cadeia de valor.
No caso da Granitrans, com sede em Negrais/Sintra, estamos há 10 anos a inovar na tecnologia produtiva, na instalação de energia solar e a apostar na certificação ambiental. Estas medidas aumentaram a eficiência e sustentabilidade dos produtos que comercializamos. Decidimos numa época em que os apoios ainda eram restritos ao norte e interior do país, enfrentando um esforço financeiro acrescido comparado com grande parte da nossa concorrência.
Neste momento, a rota da descarbonização na produção de materiais de construção representa uma oportunidade diferenciadora. O financiamento verde ajuda as empresas a reduzir emissões, modernizar processos e gerar valor económico, ambiental e financeiro. Empresas que, como a Granitrans, continuam a adotar a inovação demonstram que a descarbonização é viável e essencial.
Estes incentivos financeiros são cruciais para a competitividade das empresas portuguesas, permitindo a redução de custos e adaptação aos objetivos climáticos nacionais e internacionais.
Investir em tecnologias verdes e práticas sustentáveis é também uma decisão estratégica e competitiva que prepara o setor para os desafios globais futuros.