A HABITAÇÃO É UM ATIVO FINANCEIRO | MI#231

Na resposta ao pedido do ISCTE para elaborar um pensamento estruturado sobre o mercado da habitação, e após ouvir repetidamente comentários públicos que sugerem que a habitação não deve ser “financeirizada”, propus-me discordar.

Para começarmos bem o ano, o meu desafio é demonstrar que a habitação é, de facto, um ativo financeiro.

No mais elementar senso comum da teoria económica, ao comprar uma habitação estamos a tentar equilibrar dois interesses que dificilmente coincidem. Por um lado, adquirimos a utilidade de um alojamento, que desejamos confortável, bem localizado e onde possamos construir uma família e uma vida. Em simultâneo, a compra de uma casa será, muito provavelmente, a decisão de maior impacto financeiro que tomamos ao longo da vida, uma vez que concentramos no local onde habitamos a maior parte do património que acumulamos.

Comprar uma casa é, assim, um exercício de equilíbrio entre realizar um bom negócio imobiliário e maximizar o conforto e a satisfação de viver no local de que mais gostamos, com as divisões que ambicionamos e o jardim com que sonhamos. No entanto, maximizar duas variáveis numa mesma decisão é, em regra, um exercício difícil.

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Bass Vibes - Rollin at 5 by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution