200.000 euros compram 83 m² em Portugal

Manuel Alvarez, presidente da Remax Portugal
Manuel Alvarez, presidente da Remax Portugal

Tendo por base as transações realizadas pela rede entre outubro de 2025 e setembro de 2026 em todo o território nacional, a Remax Portugal apurou que as casas transacionadas no segmento de preço entre 180.000 e os 220.000 euros exibem uma área mediana de 83 m². Os apartamentos representam 74% das vendas, sendo o T2 a tipologia mais frequente, correspondendo a 40% dos imóveis transacionados.

No entanto, são evidentes grandes disparidades entre regiões e, em especial, entre os grandes centros urbanos e os territórios do interior. Assim, enquanto no concelho de Lisboa a área mediana dos imóveis transacionados por valores entre os 180.000 e os 200.000 euros é de 40 m², correspondendo maioritariamente a apartamentos T1; no Porto a área mediana nesse segmento sobe para 44 m². Já no concelho de Valença, a área mediana ascende a 190 m², sendo a moradia T3 a tipologia mais frequente.

A análise por distrito volta a confirmar esses desequilíbrios. A área mediana dos imóveis transacionados nesse escalão de preço varia entre 60 m² no distrito de Faro e 158 m² n o distrito da Guarda, seguindo-se Bragança, com 142 m², Vila Real, com 136 m²; Viseu, com 131 m², e Castelo Branco, com 130 m².

Mesmo na região de Lisboa são evidentes as diferenças entre as duas margens. Na margem norte, nos concelhos da Amadora e de Oeiras, a área mediana é de 54 m² e 53 m², respetivamente, mantendo-se o T1 como tipologia predominante. Na margem Sul, o mesmo escalão de preço permite encontrar imóveis com áreas superiores e, em vários concelhos, apartamentos T2. No Seixal, a área mediana é de 66 m², enquanto no Barreiro e na Moita é de 65 m². Em Almada, chega aos 62 m². No Seixal, Barreiro e Moita, o T2 é a tipologia mais frequente.

 

No interior, mais área e moradias, e no Algarve predominam os T1

Em vários concelhos do interior, os imóveis transacionados neste segmento apresentam áreas superiores a 100 m², sendo frequentes as tipologias T3. É o caso de Anadia, no distrito de Aveiro, onde a área mediana é de 143 m², da Covilhã, com 134 m², e de Cabeceiras de Basto, no distrito de Braga, com 126 m².

Também o tipo de imóvel varia consoante a região. As moradias predominam nas transações deste segmento nos distritos da Guarda, onde representam 88% do total, de Beja, com 67%, de Évora, com 65%, e de Viseu, com 51%. Em sentido contrário, os apartamentos predominam nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.

No Algarve, os apartamentos T1 assumem maior expressão neste segmento de preço. Em Albufeira, a área mediana é de 55 m², enquanto em Loulé e em Portimão é de 58 m². No conjunto do distrito de Faro, a área mediana é de 60 m², a mais baixa entre os distritos do continente.

 “O acesso à habitação continua a ser um desafio para muitas famílias, pelo que é determinante conhecer as características dos imóveis transacionados em cada região. Para além do preço, fatores como a área, a tipologia e o tipo de imóvel assumem um papel determinante na decisão de compra”, conclui o presidente da Remax Portugal, Manuel Alvarez.

 

Foto cedida pela Remax Portugal