O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi 2.240 euros/m² em julho, mais 12 euros que o observado no mês precedente. Em termos homólogos, a taxa de variação fixou-se em 15,2% (16,6% no mês anterior).
Segundo os dados divulgados pelo INE (Índice nacional de Estatística), em julho deste ano, o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 2.240 euros por m², tendo aumentado 12 euros (0,5%) relativamente a junho.
O maior aumento foi na região do Alentejo face ao mês anterior (1,3%). A maior descida verificou-se na Região Autónoma dos Açores (-1,9%).
Em comparação com julho de 2025, o valor mediano das avaliações cresceu 15,2%, registando-se a variação mais acentuada na Península de Setúbal (20,4%). Não se verificaram reduções.
Valor mediano de avaliação de apartamentos subiu 16,5%
No que toca aos apartamentos, no mês de julho, o valor mediano de avaliação bancária os foi 2.627 euros/m², superior em 16,5 face ao período homólogo.
Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.469 euros/ m²) e no Algarve (3.010 euros/ m²). O Centro e o Alentejo apresentram os valores mais baixos (1.739 euros/m² e 1.778 euros/m²). O Alentejo apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (25,3%), não se tendo verificado qualquer descida.
Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 0,5% em julho, com o Alentejo com o maior aumento (3,9%), não ocorrendo, mais uma vez, descidas.
O valor mediano dos apartamentos T1 subiu 41 euros, para 3.343 euros/m², tendo os T2 e T3 aumentado 17 e 2 euros, para 2.711 euros/m² e 2.255 euros/ m², respetivamente. No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,9% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.
Valor mediano da avaliação das moradias subiu 13,6%
O valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 1.606 euros/m², tendo subido 13,6% em relação ao período homólogo.
Os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.922 euros/m²) e no Algarve (2.846 euros/m²). O Centro e o Alentejo registaram os valores mais baixos (1.163 euros/m² e 1.300 euros/m², respetivamente). A Região Autónoma da Madeira apresentou o crescimento homólogo mais elevado (17,8%), e também não se verificou qualquer descida.
Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 0,4% - o Alentejo foi a região com o crescimento mais elevado (1,9%), verificando-se a descida mais acentuada na Região Autónoma dos Açores (-2,9%).
O valor mediano das moradias T2 subiu 11 euros, para 1.612 euros/m², o das T3 subiu 14 euros (1.565 euros/m²) e o das T4 desceu 30 euros, para 1.655 euros/m².
Lisboa, Algarve e Setúbal apresentaram os valores de avaliação mais altos
De acordo com o Índice do valor mediano de avaliação bancária, em julho de deste ano, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram os valores de avaliação mais elevados face à mediana do país, em 51,7%, 32,6% e 24,2%, respetivamente.
Por outro lado, Beira Baixa, Alto Alentejo e Alto Tâmega e Barroso foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-52,9%, -52,5% e -50,0%, respetivamente).
Foram consideradas mais 0,6% avaliações
No apuramento do valor mediano de avaliação bancária de julho, foram consideradas 34 053 avaliações (21.036 apartamentos e 13.017 moradias), mais 0,6% que no período homólogo.
Em comparação com o período anterior, realizaram-se mais 458 avaliações bancárias, (acréscimo de 1,4%).