O objetivo desta medida é manter estabilidade financeira e evitar problemas, numa fase em que os preços das casas continuam a subir e que se mantém a possibilidade de subida nas taxas de juro, segundo a SIC Notícias.
A taxa de esforço (conhecida como DSTI, que mede o peso de todos os encargos mensais com dívidas e empréstimos no rendimento líquido) máxima a cumprir pelas famílias encontra-se, neste momento, em 50%. Assim, e para terem novos créditos, os clientes não podem ultrapassar esse limite. Como exemplo pode referir-se uma família com rendimentos líquidos de 2.000 euros podia – até agora, podia suportar uma prestação máxima de 1.000 euros. No entanto, e caso a taxa de esforço passe para 40%, só poderá passar a pagar 800 euros.
De acordo com dados do BdP, no ano passado, a maior parte dos novos créditos (94%) tinham taxas de esforço iguais ou superiores a 50% - desta maneira, com as novas regras, clientes que até agora tinham acesso a crédito, poderão ficar de fora.