Num contexto marcado pela dificuldade no acesso à habitação, a Empathia aponta que cada vez mais seniores estão a recorrer património imobiliário para apoiar a família, assumindo, o seu património imobiliário, o papel rede de suporte intergeracional.
Pedro Almeida Cruz, fundador e CEO da Empathia, refere “Existe uma forte cultura de entreajuda familiar em Portugal, onde os pais fazem um esforço contínuo para apoiar os filhos, netos, outros familiares, mesmo em fases mais avançadas da vida. O que estamos a observar é que esse apoio está, cada vez mais, a ser viabilizado através do património imobiliário”.
De acordo com a empresa, este problema evidencia, por um lado, “a importância da casa enquanto ativo financeiro” e expõe, por outro, “a vulnerabilidade de muitos seniores”, que comprometem a sua estabilidade para garantir o bem-estar das gerações seguintes.
Perante este cenário, ganham relevância soluções que permitem transformar o valor da casa em liquidez, sem obrigar à saída do imóvel. A venda com usufruto vitalício, tem-se vindo a revelar como uma solução: “Estas soluções permitem encontrar um equilíbrio mais sustentável. Os seniores conseguem apoiar a família, reforçar a sua própria qualidade de vida e manter a autonomia, sem abdicar do seu lar”, acrescenta o responsável.
Apesar disso, o recurso a este tipo de instrumentos enfrenta barreiras, como a falta de literacia financeira e o desconhecimento das alternativas disponíveis. De acordo com a empresa, esta é assim “uma questão social”, que revela “fragilidades estruturais que importa reconhecer”.