No acumulado do ano, o volume transacionado em investimento imobiliário comercial já ascende a 2.000 milhões de euros, o que traduz um aumento de 7% em relação aos primeiros nove meses de 2025.
As estratégias core e core plus continuaram a dominar a atividade, concentrando mais de 80% do volume investido. O capital internacional foi responsável por 75% do montante transacionado no 3º trimestre, embora os investidores nacionais tenham vindo a ganhar visibilidade através de diferentes estruturas de investimento.
Entre os principais negócios concluídos no trimestre, a Dils destaca o Fórum Algarve, o Tróia Design Hotel e o portfólio de residências de estudantes Nido Living, realçando que “a liquidez do mercado se manteve sólida, apoiada por fontes de capital diversificadas”.
Por segmento, o retalho foi o setor mais ativos, movimentando 31% do volume trimestral, cerca de 195 milhões de euros. Os escritórios também apresentaram uma recuperação expressiva, com 112 milhões de euros e registado o melhor resultado trimestral de 2026. O segmento de industrial e logística transacionou 98 milhões de euros, ao passo de a hotelaria registou um abrandamento, para 77 milhões de euros.
As yields prime mantiveram-se estabilizadas no trimestre em análise, com exceção ao comércio de rua, onde houve alguma compressão. No entanto, é expectável que os aumentou das taxas de juro exerçam pressão ascendente, o que resultará num ajustamento seletivo das yields e não generalizado.
“O mercado imobiliário português continua a demonstrar resiliência e capacidade de atração de investimento, num contexto marcado pela incerteza económica e por uma maior seletividade dos investidores. O volume acumulado de 2.000 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 7% do que no período homólogo, confirma a confiança no potencial do nosso mercado e a sua capacidade para captar capital internacional”, destaca Pedro Lancastre, CEO da Dils Portugal.
“O retalho lidera a atividade, enquanto os segmentos de Industrial & Logística e Living continuam a beneficiar de dinâmicas estruturais de procura. Na hotelaria, o interesse mantém-se centrado em ativos com potencial de valorização e reposicionamento, ao passo que o mercado residencial continua condicionado pela escassez de oferta. Num cenário de maior exigência, a qualidade dos ativos, a solidez dos rendimentos e a capacidade de criação de valor serão determinantes para sustentar a atividade nos próximos trimestres”, acrescenta.
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