Primeiro semestre soma investimento comercial de €1.100M

Primeiro semestre soma investimento comercial de €1.100M

Segundo as contas da Cushman & Wakefield, depois de um ano recorde em 2018, com 3.000 milhões investidos só em imobiliário comercial, 2019 está a registar uma atividade de investimento menos dinâmica, mas com valores muito superiores às médias da última década. E, atendendo às operações em curso, o volume total deste ano poderá ser superior ao do ano passado, de acordo com a consultora.

 O setor hoteleiro foi o mais dinâmico do semestre, com a maior operação registada, a compra do portfólio de hotéis Tivoli pela Invesco à Minor por 313 milhões de euros. Registaram-se ainda 5 negócios adicionais entre janeiro e junho que somaram os 90 milhões de euros.

Já o retalho somou 31% do capital investido, e protagonizou o 2º maior negócio do ano, nomeadamente a venda do LeiriaShopping pelo Sierra Portugal Fund à REEF por 128 milhões de euros.

No segmento dos escritórios, com uma quota de mercado de 25%, destaque para a venda do portfólio do Art’s Business Centre e Torre Fernão de Magalhães pelo Credit Suisse à Merlin Properties por 112,5 milhões de euros, a terceira maior operação do semestre.

Marta Esteves Costa, Segundo Marta Esteves Costa, Partner e Head of Research da C&W, comenta que «o mercado deverá manter o dinamismo verificado em 2018, tanto em termos de atividade ocupacional como de investimento. Relativamente a este último, ainda que até à data os volumes transacionados sejam inferiores a igual período do ano passado, é expetável que 2019 registe um volume de investimento em imobiliário comercial equivalente ao de 2018».

E explica que, «de acordo com as nossas previsões, as transações que se encontram neste momento em negociação, e que têm uma probabilidade elevada de fecho até ao final do ano, totalizam cerca de 2.000 milhões de euros. A continuada diversificação do nosso mercado é denotada também em 2019 pelos setores de atividade mais dinâmicos, com o setor hoteleiro a captar pela primeira vez o maior volume de capital», conclui.