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World Trade Center prepara-se para receber primeiras empresas em 2022

Ana Tavares |
World Trade Center prepara-se para receber primeiras empresas em 2022

O centro de escritórios World Trade Center Lisboa, em Carnaxide, deverá receber os primeiros inquilinos no primeiro trimestre de 2022. As obras seguem a bom ritmo.

Este projeto de 120 milhões de euros, a cargo da Foz Vintage, foi oficialmente apresentado esta quinta-feira, com uma visita à obra, que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, que considera este projeto «fundamental para o desenvolvimento do Oeiras Valley, onde queremos criar um ambiente para o acolhimento de empresas. É um exemplo de que, apesar da pandemia, o país não parou». Destacou também a importância deste tipo de projeto para a Área Metropolitana de Lisboa como um todo, e considera que ainda «faltam modelos que olhem para a região como um todo, há uma grande interdependência entre os municípios».

Assinado pelo atelier JQPV Arquitetos Associados, o World Trade Center segue três pilares principais: ambiente, inovação tecnológica e pessoas. Segundo a Foz Vintage, ambiciona ser «um espaço flexível, adaptável e evolutivo que vai agregar três grandes benefícios: plataforma de negócios sustentada em modelos que favorecem o sucesso empresarial, um workplace orientado para o futuro, para a tecnologia e para a produtividade e um ambiente que favorece um lifestyle focado na sustentabilidade e no bem-estar». Completa que «foi, por estas razões, pensado desde o início, para na sua conclusão, obter as certificações Leed Gold e Well Gold, confirmando que o ambiente e as pessoas estão em primeiro lugar».

Vai ser composto por 25.000 metros quadrados de escritórios. Um dos edifícios, o Lote 2, já tem inquilinos para 60% do espaço, mas os nomes ainda não são conhecidos. Vasco Fonseca, COO da Foz Vintage, garante que «são grandes ocupantes, boas marcas que dignificam o projeto. Os escritórios permitem áreas de 2.000 metros quadrados por piso, e privilegiamos inquilinos que ocupem um piso inteiro».

O valor das rendas ronda os 15 a 16 euros por metro quadrado, e a comercialização dos escritórios está a cargo da C&W e da Worx. A CBRE será responsável pela gestão.

Mais tarde, entrará no mercado também o Lote 1.

O projeto contará também com 4.000 metros quadrados de comércio e serviços, incluindo lojas, restauração ou ginásio, além de um espaço de retalho stand alone de 1.700 metros quadrados e um hotel de 127 quartos (4 ou 5 estrelas), cujo operador já está definido, mas permanece ainda em segredo. «O hotel avança numa segunda fase, em 2022, a concluir em 2024», avançou Vasco Fonseca.