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Março anima perspetivas do mercado de escritórios

Ana Tavares |
Março anima perspetivas do mercado de escritórios

No mês de março, o mercado de escritórios de Lisboa e do Porto registou um novo fôlego, com o regresso dos negócios de maior dimensão. O Office Flashpoint agora divulgado pela JLL mostra que em março foram colocados 19.500 m² de escritórios em Lisboa, mais 102% que no mesmo período do ano passado, e quase três vezes mais que a área colocada em fevereiro.

Na capital, 8 das 14 operações concretizadas envolveram áreas com mais de 1.000 m², impulsionando a área média por operação para os 1.400 m².

A maior transação foi a ocupação de mais de 4.000 m² pela Whitestar no edifício Almirante Gago Coutinho 30. Destacam-se ainda operações de arrendamento no patamar nos 2.000 m² por uma entidade financeira no Tagus Park, pela Armatis no edifício Cidade de Goa 22 e pela Damco Logistics na Torre Oriente, além da absorção de 1.800 m² no Café Lisboa pela Finsight Labs.

Já no Porto, foram colocados 1.800 m². Trata-se de um forte crescimento face ao mês anterior, mas ainda bastante abaixo do observado em igual mês de 2020. O mês registou 4 operações, a maior das quais com cerca de 600 m².

Entre janeiro e março, a ocupação totalizou os 29.200 m² no mercado de Lisboa, menos 34% face a igual trimestre de 2020, o último do período pré-Covid. Neste período, somam-se 27 operações de colocação de escritórios, com o Parque das Nações a representar 35% do total.

Na Invicta, a ocupação trimestral atingiu quase 3.000 m², menos 84% que em igual trimestre de 2020. A zona CBD Boavista foi a mais dinâmica do período.

Mariana Rosa, Head of Leasing Markets Advisory da JLL, comenta em comunicado que «ainda que o trimestre apresente resultados claramente pressionados pelo novo confinamento, a absorção tem exibido um comportamento de crescimento de mês para mês. E mais, é importante frisar que março evidenciou o regresso de operações de maior dimensão».

A especialista considera que «esta situação abre perspetivas mais animadoras para o futuro do mercado, comprovando que o grande entrave à atividade está, neste momento, na conjuntura pandémica. Prova deste facto é a atividade no Parque das Nações ao longo do trimestre. Esta foi a zona mais dinâmica de Lisboa, com quase um terço da atividade trimestral, em resultado de negócios de pré-arrendamento para projetos que ainda estão em desenvolvimento».