Turismo

Imobiliário atenua as perdas do Pestana Hotel Group em 2020

Ana Tavares |
Imobiliário atenua as perdas do Pestana Hotel Group em 2020

Em ano de pandemia e de paragem do turismo, o Pestana Hotel Group registou um resultado líquido negativo de 32 milhões de euros, resultado da quebra de 57% no volume de negócios face ao ano anterior.

Segundo o grupo, esta quebra foi especialmente significativa ao nível das receitas da hotelaria, que desceram 75%. José Theotónio, CEO do Pestana Hotel Group, salienta que «há 40 anos que o Grupo não apresentava resultados negativos. Esta é uma situação nova para nós e temos consciência de que só a conseguimos enfrentar porque temos marcas sólidas e bem estruturadas que têm conseguido resistir a um contexto nacional e mundial profundamente adverso».

Ainda assim, o grupo registou um EBITDA positivo de 33,7 milhões de euros, que traduz o bom comportamento da área de negócio imobiliário e residencial, que cresceu 12% em 2020, representando mais de 54 milhões de euros nos proveitos totais.

«Conseguir um EBITDA positivo de mais de 30 milhões no ano que passou deu muito mais trabalho à equipa do que os 160 milhões obtidos em cada um dos últimos três anos, e é um motivo de grande satisfação para todos os colaboradores do Grupo porque, no setor do turismo internacional, bastarão os dedos de uma mão para contar as empresas turísticas com EBITDA positivo em 2020», completa ainda José Theotónio.

Citado pelo Negócios, o CEO do grupo salientou «a importância da parte imobiliária», área que «queremos desenvolver», e mesmo duplicar nos próximos anos.

Explicou que o grupo tem «a área de imobiliário turístico, cujo principal projeto foi o Troia Eco Resort. Depois temos imobiliário puro, residencial. Além disso, fazemos alguma gestão dos condomínios no Algarve. Essa área de negócios também tem alguma construção. E esta foi a área que teve um impulso positivo».

Confiança na retoma da atividade turística

O grupo mostra-se agora confiante num «início da retoma» do turismo ainda este ano, assim que as condições do mercado e a situação da pandemia o permitam. Mas «será uma retoma lenta, mas sustentada e assente numa situação pandémica controlada, num plano de vacinação a decorrer a bom ritmo, no lançamento do passaporte sanitário e na reabertura total das fronteiras».

Para já, o grupo prevê reabrir 70% da sua capacidade hoteleira até julho, e mantém em carteira vários dos investimentos que estavam previstos para 2020. Encontram-se neste conjunto um empreendimento em Silves, no Algarve, que prevê a construção de 232 unidades residenciais, e outro em Ferragudo, em processo de licenciamento, citam o mesmo jornal e o idealista/news.