AHSA quer investir 16 milhões em 2.000 camas para trabalhadores em Odemira

Luís Mesquita Dias, presidente da AHSA, no II Colóquio da associação
Luís Mesquita Dias, presidente da AHSA, no II Colóquio da associação

O projeto, designado ACTTO (Alojamentos Coletivos para Trabalhadores Temporários de Odemira), tem como objetivo, segundo a AHSA, garantir um alojamento digno, regulado e financeiramente sustentável. A associação apresenta-o como uma resposta estrutural ao desafio do alojamento digno no concelho.

A proposta é que o investimento seja suportado pelo Estado e por investidores privados, com a associação a apontar para a possibilidade de um financiamento público de 50%. A concretizar-se, a comparticipação pública poderá atingir oito milhões de euros.

De acordo com a apresentação da AHSA, a primeira unidade, com capacidade para 500 pessoas, deverá estar concluída até 2029. O plano prevê que as quatro unidades e as 2.000 camas possam estar operacionais até 2036.

Dentro de duas semanas, a associação prevê entregar ao Governo um estudo de viabilidade económica que sustente a proposta e permita avançar com o enquadramento legal necessário.

No entanto, o projeto está ainda numa fase preparatória. A aprovação do financiamento não está confirmada nem há data para o início das obras, e a concretização depende das condições necessárias à sua execução.

A iniciativa surge num contexto de forte pressão habitacional em Odemira, onde a população duplicou na última década, de cerca de 20.000 para mais de 40.000 habitantes, e onde a atividade agrícola depende de trabalhadores sazonais.

O ACTTO integra o pilar “Pessoas”, na área da habitação, do conjunto de projetos apresentados no colóquio, que decorreu no Cineteatro Camacho Costa, em Odemira, sob o tema “Água, Pessoas e Ambiente”. A AHSA apresentou ainda iniciativas nas áreas da integração, do emprego, da mobilidade e da educação.

 

Fotografia cedida pela AHSA