Tendo como ambição ganhar escala ibérica e tornar-se numa das principais gestoras de ativos imobiliários até 2030, a Square AM prevê encerrar 2026 com um volume de negócios de mais de 650 milhões de euros. Para tal, faltam investir perto de 300 milhões até ao final do ano, 250 milhões dos quais em Portugal.
Os números foram avançados pelo CEO da Square AM, Nuno Nunes, em entrevista ao Jornal de Negócios. O responsável esclareceu que, se confirmar o pipeline de novas transações no valor de 300 milhões de euros a concretizar até ao final do ano, a gestora de ativos vai superar os 650 milhões de euros de volume de negócios em 2026. A esmagadora fatia do novo investimento ainda previsto para este ano, no valor de 250 milhões de euros, será canalizada para Portugal, restando 50 milhões que serão investidos no mercado espanhol.
Espanha lidera o investimento até setembro
Segundo Nuno Nunes, até ao final de setembro a Square AM já fechou um volume de operações superior a 400 milhões de euros. Destes, cerca de 270 milhões correspondem a aquisições, incluindo 180 milhões investidos no mercado espanhol, com os segmentos de logística e escritórios a afirmarem-se como os principais alvos.
Apresentando-se como a maior sociedade gestora independente de fundos de investimento imobiliário, a estratégia da Square AM para os próximos anos passa por consolidar a atual posição e crescer quer em Portugal quer em Espanha. “Ainda estamos a jogar na segunda liga do imobiliário a nível ibérico, mas queremos chegar à primeira liga antes de 2030”, disse Nuno Nunes na mesma entrevista, assumindo que “a ambição é grande”.
O objetivo não passa por uma distribuição fixa do investimento entre os dois lados da fronteira, mas sim em função da qualidade das oportunidades existentes em cada momento. A comprová-lo, até ao terceiro trimestre deste ano foram movimentados mais 90 milhões de euros em transações no país vizinho do que em Portugal, pois “as oportunidades que apareceram em Espanha eram melhores do que aquelas que apareceram em Portugal”, garante o CEO da Square AM.
Nesta fase, a gestora tem apontado o foco em Espanha para a logística e os escritórios e, mais concretamente, para as regiões de Madrid, Barcelona e Valência. Tal como em Portugal, a estratégia é identificar ineficiências no mercado e oportunidades em que o preço de compra não reflita o valor potencial do ativo identificado pela gestora, procurando rentabilidades atrativas, mas sem assumir riscos desnecessários. Por exemplo, edifícios fora das localizações prime, ocupados por multinacionais, com contratos de arrendamento de longo prazo.
“Tradicionalmente não somos o investidor mais core do mercado”, admite Nuno Nunes, concluindo que “os nossos investidores não procuram necessariamente que compremos os ativos mais caros, mas que encontremos oportunidades em que exista uma diferença entre o preço e o valor”.
Foto cedida pela Square AM