Logística

Logística: e-commerce gera procura adicional de 16.7 milhões de m²

Susana Correia |
Logística: e-commerce gera procura adicional de 16.7 milhões de m²

Esta é uma das principais conclusões do mais recente estudo divulgado pela B.Prime, que elenca as tendências futuras no que diz respeito à rede de transportes, sustentabilidade, competitividade das entregas e e-commerce, com base noutras realidades europeias.

Sublinhando que a pandemia veio expor a importância da logística para garantir o funcionamento da sociedade e, em especial, a operacionalidade dos diferentes setores chave da economia, a consultora advoga que «no período de confinamento apenas tivemos a confirmação que o armazenamento de bens essenciais e a sua rápida reposição são essenciais para um normal funcionamento das necessidades básicas de um país».

Este reconhecimento veio também atribuir um novo apelo à logística junto dos investidores imobiliários, traduzindo-se no interesse de vários players «neste tipo de ativos caraterizados por terem inquilinos com contratos mais duradouros e que, por isso, trazem maior segurança» do ponto de vista do proprietário.

Entre várias outras conclusões, o estudo da B.Prime estima que a Europa Ocidental deverá ser responsável por uma fatia de aproximadamente 17.8% do volume de comércio eletrónico a nível mundial. E, assumindo que por cada 1.000 milhões de compras realizadas online serão necessários mais 75.000 m² de espaço de armazenamento, tal significa que haverá uma necessidade adicional de mais de 16.7 milhões de m² de armazéns só nesta parte do Velho Continente, «o que vem demonstrar a enorme potencialidade deste segmento».

Sublinhando tratar-se de um estudo pioneiro no nosso país, por abordar toda a cadeia envolvida no processo de distribuição logístico, o managing-partner da consultora, Jorge Bota, explica que «a B.Prime já trabalha o segmento logístico há três anos e desde essa altura que sabemos da necessidade, por parte dos principais investidores que acompanhamos, em obter informação sobre este setor, que é bastante escassa. A pandemia limitou-se a tornar ainda mais urgente esta carência de dados e, por isso, decidimos colmatar essa falha. Por ser uma primeira edição, quisemos dar uma abrangência macro sobre toda uma indústria que não se resume unicamente a armazéns e que será certamente do interesse de todos. Fizemos igualmente um levantamento do que de melhor se faz na Europa, para conseguirmos retratar o que poderá ser feito em Portugal num futuro próximo».